Geral, Sindifiscal

O IMPÉRIO DO SINDIFISCAL: UMA OBRA FARAÔNICA

SDC10706-CopiaPublicado em: 27 de maio de 2015.
Essas obras são conhecidas como grandes obras, destacadas pelos detalhes de requinte, luxo, pompa, esplendor e onipotência. São suntuosas e demonstram poder. O termo “obras faraônicas” é baseado nos faraós egípcios, que são rememoradas, pirâmides, esfinge, dentre outros, onde valorizava a relevância de império magnificentes. Desde os Jardins Suspensos da Babilônia, o Farol de Alexandria, grandiosas mesquitas, gigantescas pirâmides, os túmulos dos faraós e suas esposas, onde foram sepultadas fabulosas fortunas, o glorioso Taj Mahal, o Coliseu e outras grandes obras mais recentes como a Torre Eiffel, o Cristo Redentor do Corcovado, riquíssimos palácios reais e religiosos e templos  com altares e santos cravejados de ouro.

Não poderia deixar de destacar os moderníssimos arranha céus de Dubai, aonde existem até banheiras com torneiras de ouro e outros mimos para quem pode desfrutar. São obras fabulosas que custaram incalculáveis fortunas, sempre arrancadas dos contribuintes, e onde inúmeras vidas de anônimos operários atraídos por promessas mentirosas, foram ceifadas.

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Partindo para a obra da sede do Sindifiscal – Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual, o palácio estava no ano passado com a estrutura faltando acabamento (veja a foto abaixo), segundo os balancetes da entidade, o investimento já beira a casa dos 2 milhões de reais e pelo jeito que anda deverão gastar mais 2 milhões para terminar a obra. Sede muito imponente em comparação com outras entidades de relevância do Estado com sedes modestas. O que é incompreensível e que precisa de respostas são as seguintes perguntas:

1 -Por que um alto investimento dessa natureza, sendo que os auditores em sua maioria trabalham muito distantes da cidade de Palmas? Só poderia ser justificado, caso houvesse programação e previsão orçamentária, se fossem construídos com a finalidade de hospedagem para filiados quando necessitarem ir até a capital do Estado para resolver questões administrativas, o objetivo principal da entidade não seria a representação e os interesses dos associados?

2 -Não seria melhor ter feito um clube para uso de todos?

3 -Um alto investimento dessa monta poderia ensejar que o sindicato precisaria aumentar a contribuição mensal como fez em assembleia que foi rechaçada pela categoria pedindo nova assembleia sob pena de destituição da diretoria, aprovando um valor mais baixo que o definido na assembleia anterior? Seria incompetência, má gestão sindical ou tem outra explicação?

4 -As frequentes criações de verbas extras para pagar advogados para a ADI 4214 e em contrapartida uma obra dessa magnitude não seria um contrassenso?

5 -O primeiro prédio, segundo balancete de 2014 do sindicato, foram investidos mais de 203 mil reais nesta sede provisória, o que na verdade já era suficiente para a entidade, não seria melhor ter priorizado outras despesas?

6 -Construção do muro da sede por mais de 102 mil reais?

7 -Não seria essa sede grandiosa, um simples mote para se esvair recursos como é tradição no Brasil, em que quase todo escândalo sobre desvio de recursos é em grandes obras ou construções?  O que haverá por trás desse projeto megalomaníaco? Simples estultice, ou ao contrário, esperteza demais?

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É muito fácil esclarecer! Matemática. Metro quadrado de construção versus preço. Somos uma categoria de Auditores, não é mesmo? Toda justificativa que não essa, é fugir da realidade. A verdade pode ofender? Urge uma séria auditoria com notas explicativas e notas fiscais com resultado analítico  disponibilizados para toda a categoria para consulta e/ou questionamentos.

Assim, a categoria precisa urgentemente repensar sobre o fato de mudança da diretoria nessas próximas eleições, através de processo regular de disputa e não de chapa única como vem acontecendo há vários anos, para deixar livre e sem amarras de vícios, sentimento de autoridade, de serem donos do sindicato, do fisiologismo, do clientelismo, do apadrinhamento e do peleguismo que tomou conta da entidade nesses últimos 08 anos com desvirtuamento dos objetivos estatutários, participando de políticas partidárias e financiamento de candidatos, prejudicando diretamente os auditores e seus familiares no que se refere às causas e conquistas que não são colocadas em pauta e que frequentemente põem a categoria refém da carreira-única, como se fosse um fantasma e um pesadelo cotidiano em nossas vidas.

Ademais, não podemos ficar a vida inteira só tratando de ADI - o que parece é que ela alimenta a não-renovação da diretoria que engana a categoria dizendo a todo momento: olha lá, lá vem  de novo, precisamos de contribuição, só nós e nossos advogados podem defendê-la, cuidado com os “inimigos da carreira única”,  e REDAF.

Temos muita, mas muita mesmo, demandas para serem defendidas, citamos aqui algumas delas: adicional de periculosidade, insalubridade, aposentadoria especial, teto salarial, retroativos, lei orgânica, gratificação de titularidade, gratificação de atividade de risco, gratificação de qualificação e especialização para incentivar o trabalho de auditoria, adicionais por tempo de serviço (5% a cada 3 anos), prêmio de eficiência e produtividade individual,  todas que já são realidades regulamentadas nos planos de carreiras em outras unidades da federação, como exemplo o fisco do Ceará, Maranhão, Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, dentre outros, que constam em levantamento em  poder da Asfeto.

Existe Estado que pagam até auxilio a uso de veículo próprio. Estamos na lanterna de conquistas em nível nacional (é só dá uma navegada no site dos outros sindicatos no link: http://www.2013.fenafisco.org.br/fenafisco/sindicatos-filiados clicando no mapa de cada estado).

Enfim, diante de todo o exposto somente a oxigenação, a mudança de diretores com posturas de comportamento, sem arrogância, vaidade e egocentrismo, com espirito de união, democracia e transparência, poderemos ter um sindicato verdadeiramente atuante e classista.

6 Opiniões

  1. Nobre colega e conterrânea, Marlene, muito boa a sua presença aqui nesse forum de discussão. Nos anima e nos mostra que existem sim, colegas antenados e que enxergam além dessa densa cortina de fumaça. Suas palavras foram com a faca na carne.
    Um abraço e volte sempre!

  2. MARLENE RODRIGUES PÓVOA

    Colegas, é tempo de reflexão!
    Será que precisamos de tanta ostentação? Pois é, além do custo empregado na obra grandiosa, pensando num futuro próximo, arcaremos também com a manutenção para o funcionamento da “sede”.
    Enquanto se constrói um prédio de tamanha grandeza, se esquece das condições desumanas que grande parte dos nossos colegas trabalham, sem água potável, sem um telefone para contato, alojamentos precários e indígnos para o descanso merecido depois de uma jornada dura de trabalho. Precisamos pensar na categoria como um todo, não no interesse de meia dúzia de colegas que precisam mostrar poder à seus desafetos.
    “O ponto fraco dos fracos é pensar que é forte”
    Para refletir…

  3. REGINA FATIMA PEREIRA

    Caros colegas, estou espiando seus recados, é um momento de refletir sobre este assunto:
    “próximo mandato do sindifiscal”. Fiquei matutando sobre esta reportagem de vocês.
    Vejo que tem fundamento. Sou também de acordo de ter realizado construção de Sede mais simplificada para cuidar mais de todos nós filiados que ultimamente estamos jogados para as traças.Que adianta mesmo tanta luxuria se até agora nos não temos um lugar de lazer? So nosso dinheiro entrando pelos ralos de Sindifiscal com esta obra mesmo FARAÔNICA.

  4. Carlos Freire

    Eu fico com a opçao de nr 2; um clube recreativo para o lazer de todos os filiados auditores
    um grande abraço a todos.

  5. Sorte minha ter pedido minha desfiliação do SINDIFISCAL em 2005. Desde então, tenho economizado uma boa grana.

  6. Poderíamos enquadrar também essa obra como um verdadeiro “ELEFANTE BRANCO”?
    Pelo princípio da transparência e lisura, a diretoria, antes de ir pedir mais dinheiro aos filiados para conclusão da obra, deveriam ter elaborado uma prestação de contas de tudo que já foi gasto até aquele momento (um balancete específico da obra) e apresentado um levantamento detalhado do que faltava ser feito. Isso não foi feito e conseguiram passar melzinho na boca da Assembleia Geral. Pedir dinheiro é fácil. Difícil é mostrar onde entrou cada centavo do suado salário dos filiados. Não há transparência nos gastos com esse elefante branco, não mesmo!
    Outro detalhe: por que o balancete de 2010 não está disponível no site do Sindifiscal? Contas aprovadas com ressalvas? Huuummm… que lindo!
    Alô, aposentados e pensionistas, abram os olhos! Vocês estão sendo ludibriados, usados como capachos para deleite desses sujeitos.
    Caros colegas, a nossa luta é árdua, longa e não será em vão. Querem a todo custo impedir a nossa participação no processo eleitoral mais uma vez. Querem chapa única novamente. Querem permanecer no NOSSO SINDICATO mais dois anos, levando vida de bacana à qual se agarraram como carrapatos. Mas vai chegar o dia do juízo e acerto de contas perante à categoria como um todo.
    Mais uma vez estamos chegando no momento de reflexão sobre como os nossos interesses são conduzidos. É hora de frigir os ovos.

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